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Lombalgia é definida como uma condição de dor na parte inferior da coluna vertebral. É queixa extremamente comum nos consultórios médicos. Segundo dados da OMS cerca de 80 % da população mundial terão pelo menos um episódio ao longo da vida.
Na maioria das pessoas afetadas (> 85%) não existe uma causa determinada ou qualquer anomalia estrutural da coluna. Os médicos denominam esta condição como “lombalgia inespecífica”. O prognóstico é excelente e a resolução completa é esperada em 2 a 3 semanas com uso de analgésicos e relaxantes musculares, não sendo necessário nenhum tipo de exame para avaliação complementar. Não se recomenda repouso nesta condição e de fato os objetivos aqui são: controle da dor e o retorno às atividades do dia a dia.
 Uma vez que a evolução deste quadro é muito favorável, várias modalidades de tratamento são propostas como eficazes e gerando dúvidas sobre o papel das terapias adjuvantes como fisioterapia, acupuntura e RPG. Em geral, para quadros de início recente e duração menor que duas semanas, estes tratamentos não são indicados.
Em um grupo menor de casos existem alterações degenerativas de estruturas da coluna vertebral que respondem pela dor. Nestes casos estão incluídas as hérnias de disco e estreitamentos do canal ósseo por onde passa a medula espinhal (estenose do canal medular). A dor pode se estender para a coxa e nádegas num quadro conhecido como “dor ciática”, causado por compressão de raízes nervosas. Aqui sim, eventualmente, podem ser necessários exames e encaminhamento especializado.
Hérnias de disco podem ser detectadas em cerca de 25% dos exames radiológicos (tomografia e ressonância) solicitados por motivos que não a dor lombar. Portanto os achados encontrados nestes exames não necessariamente correspondem ao quadro de dor e devem ser interpretados pelo médico de acordo com as características do caso.
Em algumas situações o indivíduo com dor lombar pode apresentar características ou sintomas que merecem maior atenção:
1.    Febre inexplicada ou perda de peso.
2.    História de queda ou trauma, sobretudo em maiores de 50 anos.
3.    Dor com duração de mais de quatro semanas
4.    Fraqueza nas pernas.
5.    Maiores de 70 anos.
Em suma, se você está sofrendo com dor lombar isto não quer dizer que você tem uma condição grave e de fato, na maioria das vezes, a evolução é muito boa. Há casos, porém que irão merecer uma avaliação especializada. Na dúvida, consulte seu médico.
Colaboração: Dr Eduardo da Costa Pinto (CRM: 52-63620-7)